15/06/2017

Poema do poeta louco

Sou poeta louco
dos que sofrem em silêncio
por palavras indefesas
presas
entre parênteses
por regras e sinais

sinto o sufocamento
e a agonia da privação
da palavra
que por vírgulas
tropeça
protesto
torno-a livre
pro algo mais

livre
enfim palavra apenas
sem dores sem penas
sem planos astrais

agora
instrumento de linguagem
matéria bruta de pensamento
signo sem fronteira passivo de cognição

adentra no verso sem freio
faz-se palavra pro bem
e pra todo mal

pois no poema
é palavra sem prema
e ponto final.

Um comentário:

Marcos Satoru Kawanami disse...

o momento da escrita é algo estranho mesmo. é como o parto: doloroso mas necessário.
o poema ficou bom, expressivo.
agora estou assistindo pela segunda vez um filme maneiro: https://www.youtube.com/watch?v=kndUGlzuTAM

abraço