sábado, 17 de março de 2012

O Brasil que é brasileiro

Letra: Paulo Vitor Cruz
Música: Violão Djou

O Brasil que é brasileiro
tem imposto pra pagar
sustenta engravatado
e ganha esmola pro fubá

tem micróbio na barriga
e vontade de almoçar
pois se as tripa tão vazia
falta força pra ir votar

mas isso não é problema
lá vem a nova atração
colorida e empolgante
é pura animação

o Brasil que é brasileiro
samba bem no carnavá
bebe, briga, dá vexame
e até outras coisas dá

pula até cair de cama
e ir parar no hospitá
mas tem mil Brasil na frente
e o jeito é esperar

mas isso não é problema
lá vem a nova atração
colorida e empolgante
é pura animação

o Brasil que é brasileiro
não tem saco pra estudar
2 mais 2 nem sempre é 4
quando o assunto é malocar

escrever já foi faz tempo
o negócio é digitá
e nem precisa ter assunto
pois é tudo um KKK

mas isso não é problema
lá vem a nova atração
colorida e empolgante
é pura animação.

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Nota do autor: como vira e mexe ocorre por aqui, posto a letra no blog e a música no meu myspace http://www.myspace.com/paulovitorcruz ... Fica o link pra quem quiser conhecer a melodia.


Paulo Vitor Cruz.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Morrerei aos 27

Essa noite sonhei que eu estava tocando guitarra em cima do palco com Janis Joplin. O show corria bem até que no final da canção Ball and Chain todas as cordas da guitarra arrebentaram e envolveram meu pescoço, num movimento assustador tal qual o de uma serpente.

De repente as cordas começaram a se contrair, uma a uma e eu fui ficando sem ar. Janis, que cantava durante todo o tempo com os cabelos lhe tapando o rosto, me olhou pela primeira vez e me disse que eu estava me saindo bem. A asfixia somou a dor nesse instante e comecei a chorar enquanto sorria e a agradecia pelo chamado. Eu tinha 27, e todos riram de minha morte explicita, sem quaisquer lirismo ou choro póstumo.

Acordei quando era enterrado por fantasmas. Por sorte era um sonho. Fui até a cozinha tomar um pouco d'água. Em seguida, ao banheiro lavar o rosto suado, acuado entre o cansaço de um dia difícil e o aprisionamento num caixote vulgar de madeira. Por sorte era um sonho. Mas ao me olhar no espelho, haviam seis pequenos arranhões em minha garganta, que continuam a arder sem cessar.


Paulo Vitor Cruz.

terça-feira, 13 de março de 2012

domingo, 11 de março de 2012

Eu, supositório

"Abra bem o rabo
que eu lá vou entrar
e milagrosamente
irei te salvar

e de um jeito ou outro
você se liberta
vamo lá, minha filha,
pernas bem abertas

não, não vai doer
tem comprovação
de toda ciência
que o negócio é bom

eu só quero ser
seu supositório
quero aliviar-te
e por isso imploro

abra bem o rabo
que eu lá vou entrar
e milagrosamente
irei te salvar."

- E foi assim, com essa espontânea declaração de amor feita na beira da janela da casa da moça, que Frederico, o apaixonado que curtia uma metáfora sincera, pode conhecer pela primeira vez o sabor da urina daquele que seria seu sogro futuramente, Anestor, que mais tarde ficaria conhecido como o Senhor Pinico Cheio. Filomena se apaixonou.


Paulo Vitor ruz.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Face

I.

In my face other faces
but I don't know who they are

o meu tempo é curto e a culpa é sua
de cada hora que ainda tenho
você há de levar-me cinco minutos ao menos
antes que eu saia

o meu tempo é curto e a minha mente sua
fico imaginando o que me escreveram
nos outros minutos que eu não pude estar

O tempo corre
breve
é como se nem existisse pra mim
já não escovo os dentes faz 10 anos
ou 2? ou 3?
perdi a noção do tempo,
como saber?


II.

quero desconectar-me, mas não consigo
quero voltar a respirar normalmente
a olhar as plantas e os animais como antes
mas não consigo

algo se perdeu
eu não sou mais eu
não me lembro exatamente de quem fui
mas me lembro perfeitamente que eu não sou assim

sempre fui discreto, calado... se bem me lembro
eu não gosto de quem não conheço
e nunca estive interessado em conviver com mais ninguém

Não sou capaz de lidar com tanto nada o dia inteiro
se cancelo nada dum lado
outro nada vem e deixa avisado
que eu aqui, pobre coitado,
não tenho como me proteger

desse spam irresoluto
que me deixa a par de tudo
me frustrando as aspirações
de descobrir coisas
por minhas próprias mãos


III.

In my face other faces
but I don't know who they are

eu que sempre quis saber de tudo
quero agora não saber
me basta ficar no meu canto
off line, sem informação

rezando fervorosamente que ninguém me curta
pois minha vida é curta
e eu não tenho tempo
para ser curtido

eu não tenho tempo
não, não me cutuque
pois serei forçado a compartilhar
a minha raiva com você,

essa coisa antissocial
que ainda que esteja contaminada de globalização
consegue manter intacta sua natureza primitiva.


Paulo Vitor Cruz.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Emoção de canto a canto

Gol!
Furou as redes
e foi pra galera.

Pow!
Furou as veias,
calou as artérias.

Vou!
Pulou a cerca
e foi atrás dela.


Paulo Vitor Cruz.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Breve conto do voyeurismo

Era uma vez João Ninguém. Desde muito pequeno João Ninguém tinha o estranho hábito de apoiar os cotovelos na janela de sua casa que dava para a rua e ficar observando as pessoas nas outras janelas. Cresceu e a mania, companheira, cresceu também.

Na adolescência ficou hominho e ganhou de presente dos seus pais um telescópio. Ele observava tudo e todos, até que num belo dia mudou-se para o prédio da frente de sua casa Adriéli. João ninguém passou então a observá-la. Com o tempo só tinha tempo e interesse apenas para ela. E assim foi até a moça descobrir.

Ironia do destino ou não, a moça gostou. Até facilitava as coisas pro rapaz. O fascínio de João Ninguém por Adriéli o levou ao posto de seu marido. Casaram-se e viveram juntos por alguns anos, mas nunca foram felizes. Separados, voltaram a viver um em frente ao outro. Adriéli sendo observada; João Ninguém, observador. Avistaram a felicidade.


Paulo Vitor Cruz.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Ninguém é livre

Cissa queria ficar peladinha na varanda balançando na rede.
Veio a polícia e não deixou.

Guto quis ir pro sítio do seu pai fumar maconha sossegado.
Veio a polícia e não deixou.

Genival queria vender seu rim na beira da praia.
Veio a polícia e não deixou.

Jupira estava pra morrer no hospital e pediu pra desligarem os aparelhos.
Vieram os Direitos-Humanos e não deixaram.

Araci quis espalhar santinho do seu marido candidato a vereador no dia da eleição.
Veio a polícia e não deixou.

Bilica baixou filme na internet e quis improvisar um cinema no porão pra ganhar um extra.
Veio a polícia e não deixou.

Leonor quis ir embora pra casa nadando no Rio Ubá.
Vieram os bombeiros e a polícia e não deixaram.

Frederico quis enterrar um morcego na Praça São Januário.
Veio a polícia e não deixou.

Manoel quis subir no ônibus apenas de cueca.
Veio o trocador e não deixou.

Filomena quis pular do alto do prédio onde morava.
Vieram os bombeiros e a polícia e não deixaram.

Joaquim resolveu tomar banho no chafariz.
Veio a polícia e não deixou.

Clô estava afim andar de patins agarrada na traseira do carro de Téo, seu irmão.
Veio o pai dela e não deixou.

Marcelo quis namorar Fedão.
Vieram os playboyzinhos e não deixaram.

Elismara quis olhar os vizinhos namorando no quarto.
Veio a cortina e não deixou.

Anestor quis vender uns CD's de Funk Carioca que copiou em casa.
Veio a polícia e não deixou.

Abramino quis não pagar os impostos como forma de protesto.
Veio a polícia e não deixou.

Beatrice, a deputada, quis arrumar um dinheirinho extra pro seu meninão stripper e o empregou.
Veio a CPI e a policia e não deixou.

Cacá quis fazer cocô na frente da prefeitura.
Veio a polícia e não deixou.

Fabiano quis fazer festinha em casa com música alta até tarde.
Veio a polícia e não deixou.

Bartolomeu quis plantar no terreiro de casa uma plantinha diferente.
Veio a polícia e não deixoU.

Felisberta quis escrever o seu nome na porta principal da igreja.
Veio a polícia e não deixou.

O índio quis dormir na praça.
Vieram os playboyzinhos e não deixaram.

Babi quis dirigir o carro do papai antes de tirar carteira de habilitação.
Veio a polícia e não deixou.

Pablo quis mostrar o seu pênis para Olga pela webcam.
Veio a mãe dele e não deixou.

Vanderlei quis pintar a bunda na praça com as cores do flamengo.
Veio a polícia e não deixou.

Poeta quis escrever uma obra prima da humanidade.
Vieram as suas limitações e não deixaram.

Anita quis beijar na boca o seu namorado virtual.
Veio a distância e não deixou.

Gilmar resolveu voltar pra sua terra no natal.
Veio a passagem cara demais da conta e não deixou.

Maria quis levar uma flor para sua mãe.
Veio o jardineiro e não deixou.

Carlinhos quis ser feliz de verdade.
Vieram as contas no fim do mês e não deixaram.

Felisberta quis levar o namorado (preso) pros pais conhecerem.
Veio o carcereiro e não deixou.

Cassinha quis abraçar o Rei Roberto e dizer o qto ele era importante pra ela.
Veio o segurança e não deixou.

O padre Antônio quis casar com o seu amor da infância.
Veio a doutrina católica e não deixou.
Feitos um pro outro, o grande amor da infância do padre antônio chegava sempre por último em todas brincadeiras, porque padre Antônio quis ser padre desde que nasceu.
Padre Antônio e seu amor da Infância tiveram que aprender a ser amigos.
Envelheceram juntos.
E morreram abraçados.
Fim.


Paulo Vitor Cruz.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Igual

Os vermes que eu tenho na barriga
seguem agora uma nova premissa de igualdade
e tornam-se todos vermes iguais

os cabelos são os mesmos,
os traseiros também
as manias, os desejos
não pertencem a ninguém

são filhos do mesmo molde
pouco muda ou quase nada
nada têm, pequenos, pobres
membros mudos da manada

os vermes que eu tenho na barriga
seguem a nova premissa de igualdade
e permanecem todos vermes iguais

são comuns os pensamentos
os pesares, o pavor
tolos, tensos, truculentos
tão doentes, tão sem dor

comemoram sem motivo
determinam quando vão
ocorrer as alegrias
e como elas serão

os vermes que eu tenho na barriga
seguem a nova premissa de igualdade
e perpetuam vermes iguais

iguais quando nascem
iguais quando se multiplicam
a vida enfim condicionada

igual para todos
pros que vão, pros que ficam
sem qualquer ação errada

trará o certo
trará o igual
da mesma forma
e terá tudo perto
a norma, a moral
a ideia morna

jamais vingará o tumor dentro de mim
porque sempre existirá o temor de que assim
a igualdade se perca
e a realidade se transforme num pavoroso pesadelo

onde cada um é diferente
mudando constantemente
as premissas
as vivências
e os destinos

o temor guiará os vermes
que se rebelarão contra o menor dos brotos de anomalia que ousar aparecer
eles manterão a todo custo a igualdade,
a completa igualdade
ativa e onipresente
livrando-os do perigo por todo o sempre.


Paulo Vitor Cruz.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O melô do pobre coitado

Letra: Paulo Vitor Cruz
Música: Violão Djou
Jeremias tem uma plantação
enquanto Antônio, um pequeno mercado
Felisberto compra o seu arroz com feijão
enquanto o fulano, ele sequer tem um prato

Jeremias ganha um bom dinheiro
enquanto Antônio faz seu nome no bairro
Felisberto agora pensa em perder peso
enquanto o fulano, ele sequer tem um prato

enquanto o fulano, ele sequer tem um prato
enquanto o fulano, ele sequer tem um prato
enquanto o fulano, ele sequer tem um prato
enquanto o fulano, ele sequer tem um prato

pois esse é o melô do pobre coitado
e todo mundo canta "pobrezinho", "coitado"
sim, esse é o melô do pobre coitado
e aquele que dança é o pobre coitado

mas quem sabe um dia a sorte muda de lado
e revirando o lixo, ele não acha um prato.


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Prezado leitor, o blog agora dá espaço mais uma vez ao lado letrista de seu autor, Paulo Vitor Cruz, que junto com o seu fiel amigo Violão Djou gravaram agora há pouco uma nova versão da canção "O melô do pobre coitado" e postaram no perfil da dupla para que o mundo possa conhecê-la. A letra, como sempre costuma acontecer, está aqui postada no blog para acompanhar os barulhinhos vindos de lá. Caso queira ouvir também os barulhinhos, clique no link a seguir:



Paulo Vitor Cruz.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Loucura ou cura?

Loucura
ou cura?

Ninguém sabe o que quer.

A Geração Saúde
louva a insanidade
mas não há ninguém disponível
quando o assunto é perder a razão.


Paulo Vitor Cruz.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Tragédia brasileira

O sol
o vento
a chuva

o barraco
o deslizamento
a morte.

(Imagem gentilmente cedida pelo Tonho, do blog: http://6vqcoisa.blogspot.com)



Paulo Vitor Cruz.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

A Terra e eu

Passaram-me uma rasteira. Não sei quem foi; não quis saber. Fechei os olhos, voei por um instante e deixei a queda por acontecer. Logo em seguida cai com a destreza de poucos, e ensinei numa única queda a multidões de seres e coisas que não adianta fazer força para manter-se de pé diante do tombo iminente, mas que é preciso certo merecimento para tocar o chão.

Durante a queda conduzi partículas do ar como quem abraça nas rodoviárias; meu trajeto se concretizou num ato sórdido e mal recebido da Terra para comigo. Gravitacionalmente ela me atraiu. E por pura sanha me beijou.

Mas o meu abraço ela não quis. Meus braços eram pequenos demais. Frustrados, terminamos mal como sempre se termina quando se termina o amor. Levantei-me e fui embora. Segui de pé, ereto pelo resto dos meus dias, mas nunca cogitei me mudar para Marte.


Paulo Vitor Cruz.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Café e cigarros 2

Sofro por coisas minúsculas
e me sinto indigno de sofrer
o meu espírito miserável e poente
me abre os olhos com a audácia que eu nunca tive
e me apavora

fui pouco demais por muito tempo
e não fui capaz de perceber
meu eu tacanho mutilando os momentos
em que eu podia sorrir

eu só queria ser alegre e triste
como todo mundo
e ser alegre e triste
num mesmo segundo

mas o tempo tem pressa, o dia corre
um segundo é pouco para eu respirar

meus sonhos vão indo embora
os meus amores também
a roupa envelhece e rasga

no fim das contas tudo o que me sobra
sou eu

eu

eu e os meus medos de menino
eu e o meu mundo tão menor
eu e a adstringência da realidade
que me tira do rosto uma careta involuntária e sincera
açoitando-me pelo riso farto de outros tempos
socialmente aceito e pouco humano

eu só queria ser alegre e triste
como todo mundo
mas nas minhas mãos
só cabem as vontades alheias

os diplomas que eu preciso ter
o emprego que eu preciso ter
a conduta que eu preciso ter
a pessoa que eu preciso ser

a minha realização
assim como a minha plena felicidade
são uma exigência externa

me olho e só peço calma ao meu corpo
que não obedece
e cresce
e cresce
e cresce
pavorosamente

eu só queria ser alegre e triste
como todo mundo.


Paulo Vitor Cruz.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Marcianos invadem ânus de jovem estudante

O incidente ocorreu na cidade de Ubá, Minas Gerais, onde a estudante universitária Laura Moreira da Silva aproveitava o dia de folga para dormir. Marcianos microscópicos adentraram sua casa pela janela, de acordo com o que nos contou um vizinho tarado que presenciou toda a ação dos meliantes: "Eu estava ali com o meu binóculo espiando a Laurinha. Ela dormia vestida apenas com a parte de cima do pijama e uma calcinha de moranguinho bem velhinha que era uma loucura... Gostosa demais, na moral... Bem... Hum... Aí os marcianos subiram na cama e na perna dela. Ela estava deitada de lado com a bundinha empinada. Logo estavam andando sobre sua calcinha. Foi quando ela teve a infeliz ideia de coçar a bunda (infeliz pra ela, mas muito feliz pra mim!) e acabou jogando três dos quatro marcianos-meliantes-microscópicos para dentro da calcinha... Daí não vi mais nada, porque minha mãe chegou no quarto, tomou meu binóculo e me pôs de castigo por um mês... Se bem que não ia dar pra ver muito mais coisa da minha janela, né".

A perícia apurou o caso e aponta a possibilidade dos marcianos acuados com os dedos da moça coçando as nádegas e logo em seguida a região anal podem ter se refugiado dentro do corpo da moça, que acabou vindo a falecer após dar entrada no Hospital Santa Isabel às dez horas e vinte e cinco minutos já sem vida, levada por uma outra estudante que dividia a casa com a vítima e não estava em casa durante o acontecido. Ela foi procurada por nossa equipe, mas preferiu não se manifestar.

Os médicos também acreditam na hipótese dos marcianos terem adentrado o corpo da jovem por seu ânus. Segundo nos relatou um deles, com os marcianos dentro do corpo, a jovem acabou sentindo um formigamento desconfortável na região do reto, o que a levou a enfiar um de seus dedos dentro do órgão para aliviar-se do desconforto. Os marcianos, por sua vez, temerosos  com  as unhas da vítima, acabaram  refugiando-se no intestino grosso da mesma. O formigamento continuava, e o próprio intestino começou a fazer movimentos involuntários para a expulsão dos invasores. Em poucos minutos os três marcianos estavam cercados entre as fezes da jovem (seguindo seu curso natural) e as unhas da vítima, que continuavam a coçar a região do ânus desenfreadamente. Os marcianos teriam atingido níveis extremos de estresse, inchado e tido crises de febre instantâneas, até explodirem e causarem ferimentos em toda a região abdominal da vítima, que acabou se rompendo com as micro-explosões.

O quarto meliante fugiu e não foi possível ser identificado pela testemunha, devido o seu tamanho microscópico. Autoridades alertam do perigo e recomendam o uso de peças íntimas apertadas também durante o sono.


Paulo Vitor Cruz.